Nutrientes importantes para a função cerebral 

Nutrientes importantes para a função cerebral

A alimentação está diretamente relacionada com a manutenção da função cerebral, a preservação da cognição, memória e da capacidade de interação social. Além disso, a adoção de hábitos alimentares saudáveis ao longo da vida é fundamental para promover o envelhecimento cerebral saudável e auxiliar na prevenção do desenvolvimento de doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer.  

Toda essa influência da alimentação na saúde cerebral está relacionada ao papel de diversos micronutrientes na manutenção das principais funções neurológicas. 

Ademais, o eixo intestino-cérebro também exerce papel chave na função cerebral, por meio da composição da microbiota intestinal, capaz de regular processos metabólicos, a resposta imune e a produção de neurotransmissores. O estado de disbiose, influenciado por hábitos alimentares não saudáveis e pobre em fibras, compromete a permeabilidade intestinal e a barreira hematoencefálica, podendo provocar a neuroinflamação.  

Em contrapartida, a dieta saudável é capaz de fornecer maior variedade de nutrientes para o cérebro, que possuem propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias, além de participarem de funções mitocondriais e endoteliais, que são essenciais para a manutenção da função cerebral.  

Além disso, uma dieta variada proporciona nutrientes essenciais para a memória e concentração, permitindo melhor desempenho cognitivo. A alimentação equilibrada também auxilia na integridade da microbiota intestinal, e consequentemente na saúde cerebral, uma vez que fortalece a interação do eixo cérebro-intestino. 

QUAIS NUTRIENTES MELHORAM A FUNÇÃO CEREBRAL? 

Vitaminas do Complexo B 

As vitaminas do complexo B, principalmente B6, B9 e B12, são fundamentais para a produção de neurotransmissores e integridade da bainha de mielina, favorecendo a manutenção da função cerebral de forma plena.     

Além disso, elas estão envolvidas no metabolismo de homocisteína, que, quando em níveis elevados em decorrência da deficiência dessas vitaminas, está associada ao aumento da suscetibilidade de neurônios ao estresse oxidativo relacionado à Doença de Alzheimer, comprometimento cognitivo, atrofia cerebral e demência. Nesse sentido, é fundamental manter níveis séricos adequados de vitaminas do complexo B, em especial B6, B9 e B12. 

Vitamina C e E 

As vitaminas antioxidantes, como a vitamina C e E, conferem efeitos neuroprotetores, a partir do combate ao estresse oxidativo.  

Ferro 

O ferro é fundamental para o metabolismo energético dos neurônios, para a produção de neurotransmissores preservação das funções cognitivas, principalmente em crianças e adolescentes.  

Ômega 3 

Os ácidos graxos ômega-3, especialmente a fração DHA, são responsáveis pelo pleno desenvolvimento e função cerebral, uma vez que são necessários para o crescimento, desenvolvimento e maturação normais do cérebro. 

Apresentam papel importante também no combate à inflamação e na neuroproteção, com grande atuação na prevenção ou no retardo da progressão da doença de Alzheimer, além de serem fundamentais para a condução do impulso nervoso.  

Vitamina D 

A vitamina D é reconhecida como um nutriente importante para a saúde cerebral e dos ossos. Exerce papel importante na neuroproteção, neurotransmissão e neuroplasticidade, com potencial proteção contra o comprometimento cognitivo e pode ajudar ainda a revertê-lo. 

Já a deficiência dessa vitamina está associada à transtornos de humor e cognitivo, assim como maior risco de desenvolvimento de depressão. 

Fibras 

As fibras são fundamentais para a manutenção da microbiota intestinal saudável e consequentemente para a saúde cerebral, devido à relação bidirecional do eixo-intestino cérebro. 

CONCLUSÃO 

Nesse sentido, uma dieta equilibrada e baseada na ingestão de alimentos que favorecem a saúde do cérebro como vegetais, frutas, grãos integrais, carnes magras, peixes e laticínios com baixo teor de gordura é fundamental para a neuroproteção. Além disso, a preservação da saúde cerebral, através da alimentação e de boas práticas de estilo de vida, é fundamental para promover o envelhecimento saudável e para a prevenção de doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer. 

Referências: 

  1. ELLOUZE, Ines et al. Dietary patterns and Alzheimer’s disease: An updated review linking nutrition to neuroscience. Nutrients, v. 15, n. 14, p. 3204, 2023. 
  1. LU, Shengwen et al. The communication mechanism of the gut-brain axis and its effect on central nervous system diseases: A systematic review. Biomedicine & Pharmacotherapy, v. 178, p. 117207, 2024. 
  1. STEFANIAK, Oliwia et al. Diet in the prevention of Alzheimer’s disease: current knowledge and future research requirements. Nutrients, v. 14, n. 21, p. 4564, 2022. 
  1. GRÖBER, Uwe; HOLICK, Michael F.; KISTERS, Klaus. Brain nutrients: Cerebral metabolism and micronutrients. Journal of Translational Science, v. 7, p. 1-15, 2020. 
  1. Krause alimentos, nutrição e dietoterapia. 14 ªed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2018. 

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