A exclusividade da patente do Ozempic (semaglutida) está chegando ao fim e você precisa saber disso!
Hoje, dia 20 de março de 2026, marca um divisor de águas na saúde brasileira: o fim do monopólio da patente da semaglutida, princípio ativo utilizado em medicamentos como o Ozempic.
Nesse sentido, é fundamental compreender que essa mudança não ocorre de forma isolada. Na realidade, ela faz parte de um movimento mais amplo do setor farmacêutico.

O novo cenário da patente do Ozempic no campo da Nutrição pode ampliar o acesso de pacientes ao tratamento com esse medicamento. Dessa forma, aumenta também a demanda por acompanhamento nutricional adequado e personalizado.
No texto a seguir, você compreenderá melhor o que essa transformação representa na prática. Sobretudo no que diz respeito aos impactos no preço, acesso ao tratamento e o papel do nutricionista nesse cenário.
O que é a patente de um medicamento?
A patente de um medicamento garante a exclusividade para produção e comercialização de uma substância por uma empresa durante um período determinado.
Ou seja, durante um tempo limitado apenas um laboratório detentor da patente pode produzir e comercializar o fármaco. Isso restringe a possibilidade de concorrência.
Com o término desse prazo, outras indústrias farmacêuticas podem produzir versões deste mesmo medicamento, incluindo os genéricos.
No caso da patente do Ozempic/semaglutida, a exclusividade garantiu à indústria responsável o controle pela produção e autonomia na definição dos preços.
Nesse sentido, durante o período da patente, o acesso ao tratamento tende a ser mais limitado. Isso especialmente em países marcados por grandes desigualdades sociais.
Até então, quem detinha a patente do Ozempic no Brasil era a farmacêutica Novo Nordisk. Contudo, esse contexto está prestes a mudar.
O que muda no cenário atual?
Com o fim da patente do Ozempic/semaglutida, a exclusividade de produção e comercialização pela farmacêutica Novo Nordisk deixa de existir. E isso pode mudar drasticamente o cenário da saúde e do emagrecimento nos próximos anos.
Na prática, o mercado brasileiro abre as portas para os medicamentos genéricos e biossimilares. Com isso, grandes farmacêuticas nacionais já estão na corrida para colocar as suas versões nas prateleiras.
Além disso, os novos fabricantes no mercado devem aumentar a concorrência. Como consequência disso, a quebra da patente do Ozempic gera uma expectativa sobre a redução dos preços.
E, nesse cenário, as mudanças abrem espaço para que mais pessoas tenham acesso e façam uso das “canetas emagrecedoras”.
Com isso, há um impacto significativo no contexto de tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2, trazendo novos desafios para a prática clínica.
Um exemplo disso é a ampliação do espaço para o uso off-label, para fins estéticos.
Quais são as perspectivas para o futuro?
Com a queda da patente do Ozempic, as grandes tendências para os próximos meses e anos incluem:
- Mais opções nas farmácias: com novos fabricantes, é possível que em breve outras versões de canetas emagrecedoras sejam encontradas nas prateleiras;
- Redução gradual de preços: o aumento da concorrência pode impactar na redução de custo do tratamento;
- Expansão do uso de análogos de GLP-1: um acesso mais facilitado ao medicamento pode elevar o número de pessoas que façam uso.
Apesar dessa forte tendência, nada acontecerá da noite para o dia. No Brasil, todo medicamento precisa passar pela regulação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).
Antes que qualquer nova caneta emagrecedora chegue nas prateleiras das farmácias, é necessário passar pelo processo de aprovação da ANVISA.
No caso da semaglutida, a análise precisa ser mais detalhada, baseada em critérios técnicos e referências internacionais. Dessa forma, esse processo pode estender o tempo até a aprovação final de novas versões do medicamento.
Falsificações e riscos
Atualmente, o alto custo do medicamento tem impulsionado a busca por versões falsificadas, comercializadas no mercado clandestino. No entanto, isso representa um risco significativo à saúde, já que não há garantia ou regulamentação desse tipo de medicamento.
Diante disso, com o fim da patente do Ozempic e a tendência da redução dos valores das canetas emagrecedoras, a expectativa é que haja uma diminuição na procura por alternativas ilegais. Assim, o acesso ao tratamento será mais seguro.
Como isso impacta os Nutricionistas?
No cenário da nutrição, o fim da patente do Ozempic representa uma grande mudança: a maior facilidade de acesso ao medicamento tende a aumentar significativamente o número de pacientes em uso de semaglutida nos consultórios.
Assim, o papel de um nutricionista se torna ainda mais crucial.
Por ser tratar de um medicamento que impacta diretamente na saciedade e no consumo alimentar, é fundamental considerar alguns fatores no acompanhamento nutricional dos pacientes, como:
- Preservação da massa magra;
- Adequação da ingestão proteica;
- Prevenção de deficiências nutricionais;
- Manejo dos sintomas e efeitos colaterais;
- Construção de hábitos alimentares saudáveis.
Portanto, o ajuste nutricional e o manejo dos efeitos colaterais (como náuseas e constipação) são fundamentais para garantir a saúde e o bem-estar do paciente.
Mais do que nunca, o nutricionista tem a responsabilidade de garantir que esse medicamento seja utilizado de forma consciente. Ou seja, com o suporte à adoção de hábitos de vida saudáveis e não uma solução isolada.
Conclusão
Pacientes que fazem uso de canetas emagrecedoras têm sido cada vez mais comuns nos consultórios de nutrição. E, com o fim da exclusividade da patente do Ozempic/semaglutida, a tendência é a ampliação desse público.
Por isso, o nutricionista precisa estar preparado para avaliar, acompanhar e conduzir esses pacientes de forma individualizada.
Além disso, é necessário considerar os impactos desse medicamento no organismo, especialmente em relação ao estado nutricional.
Assim, mais do que nunca, o papel do nutricionista se fortalece como peça chave na promoção de saúde e bem-estar ao paciente.

